quarta-feira, 25 de julho de 2012

Alguém escreveu

Foge da aldeia. Guarda segredos. Recebe um abraço e nunca mais consegue dormir...

domingo, 8 de abril de 2012

tempo, tempo mano velho

óia, a gente passa tanto tempo pedindo para ter mais tempo, que quando o temos, não sabemos o que fazer com ele. Pense na situação em que me encontro durante esses dias de licença médica. Entre um exame e outro para tentar descobrir o que está acontecendo, não sei o que fazer com o que "sobra" do tempo. Na verdade, não sobra, nunca sobra, mas é tão reconfortante poder pensar em fazer outras coisas que na correira do dia a dia somos obrigados a deixar de lado. Dá um desespero. Dá vontade de sair correndo, passeando pelos cafés da cidade, passando horas dentro da livraria, fazendo compras ou caminhando no parque. Mas... nada é tão bom assim, e não posso me esquecer, que apesar de nesse momento não estar amarrada ao trabalho, tenho outras limitações, e essas são ainda mais preocupantes.
Seja como for, dá para descansar um pouquinho sim, mas todos sabemos que cabeça vazia e tempo ocioso também não faz bem. o ideal é achar um equilíbrio!

A musica dos meus 15 anos: http://www.youtube.com/watch?v=aaZlIDXNzKg

sábado, 7 de abril de 2012

da menina cega

E sim, hoje tudo o que vejo está manchado. Faltou enxergar por fora do vidro... aquele vidro sujo, embaçado que não permite que vejamos a pureza e a simplicidade da vida. Sabe como?

Na verdade essa menina está precisando de um tempo.

Quando a mente para de pensar o corpo padece. Estou ficando cega e sou jovem para isso. Meu médico disse que é estres, e eu pesquisando no tio google descobri que é imunidade baixa. E bom, diante de tantas novidades na minha vida, acho que estou preferindo mesmo não ver. Pelo menos por um tempo. Pelo menos até ter a segurança de que em algum momento vou ver uma paisagem bonita, e real. Pode ser que esse momento não chegue nunca e se for para assim ser, cega serei.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sobre ser, ou não

Em meu portifólio de pensamentos, devaneios. Essa angústia, esse cinza de Curitiba, essas músicas russianas, esses encontros desagradáveis e a sensação ser um nada.

Estou um pouco cansada de criar estratégias para ter sucesso na vida. Estou cansada, de sempre tentar acertar e só errar. Cansei dessas cobranças, dessa correria, dessa saudade de viver. Acho que se resume bem nisso... na saudade, que sinto baixinho de viver. Fico me perguntado, em que parte do caminho me perdi. Em que momento permiti que a vidade fizesse com que eu deixasse de ser...

Seja como for, apenas gostaria de ser feliz por inteiro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SOBRE A MENINA

então funciona assim, a menina fuma mais um cigarro doce. e bebe um gole de café requentado (no microondas). esta vestida com seu sobre tudo roxo. acordou e nao quis comer, nem ir pra aula. na verdade nao queria acordar. e chove na cidade de ceu cinza opaco. está com medo (como sempre). ontem, antes de dormir, ela chorou mais uma vez. teve medo. é dificil crescer... parece que quanto mais o tempo passa mais fraca ela fica. mais uma vez pensa que se perdeu em alguma parte do caminho. vai acordar de madruga, pegar as malas e tomar um avião. quem sabe ir pro rio... ta rolando um festival lá... e vai passar o circular. sim, a menina espera a muito tempo por esse momento. sabe, sente saudades (baixinho). tem a sensação de que o mundo ta girando, e ela ta ficando pra trás. a magia acabou. hoje, ela vive em um mundo real. o problema é que a realidade é chata e careta.

"Talvez eu esteja ficando grande. Mas ainda tenho muitos medos: medo de voar, de entrar no palco, de amar, de morrer... de ser feliz. Medo de fazer análise e perder a inspiração. CAZUZA

sábado, 1 de outubro de 2011

A menina, sim a menina diz: "Uma angustia que vem não sei de onde e vai não sei pra que lugar." Ela só queria que fosse logo. É triste assistir a vida acontecendo... passivamente. Quero estar onde não estou... ouviu isso de um poeta. Ou será que era musico? Nem sabe mais... não sabe mais onde enterrou seu (meu) passado. Aquela garota, como era o nome dela? Será que mora naquele prédio ainda? Lembro bem da janela e da vontade de se jogar... A menina, sim a menina, vê as músicas do apartamento correndo pelo mundo.

Um dia, quem sabe, isso passa. Ou seja substituido por outra angustia... Como saber? Só o medo que não muda. Só o medo. Sabe, essa coisa fica ali num cantinho, e no momento mais crítico ele aparece. A menina, pobre menina, se perdeu em alguma parte do caminho. Sente que quanto mais o tempo passa, mas careta ela fica. E é o medo. Esse maldito que está sempre presente.

Sem contar as lembranças que ficam condensadas como um teaser para vender um cd novo. Ou algo desse tipo.

Será que? (tempo) E se? (tempo) Mas e se eu fizer? (tempo) E se eu não fizer? (tempo). Ela pensa: "Me diz, pra que ponderar as coisas agora? Acho mesmo é que o medo tem q ser jogado pra escanteio, e se jogar do alto do cristo de braços abertos e sorrindo. Feliz. Tudo o que eu quero ser. Seja como for, com quem for... Entende?" Não! Ninguém nunca vai entender, nem a pobre menina. Perguntas (sempre) sem respostas...

Sinto (sim) saudades baixinho. É é a maior parte de mim. E é maior que o meu tamanho... não sou quem eu sempre quis ser (ainda).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Fim e o Começo

Só sei que a vida é feita de escolhas. Não vim dessa vez para reclamar. Acho que vim para agradecer. Agradecer ao destino, talvez. Agradecer as escolhas que fazemos sem tempo pra pensar nas consequências e que no final dão certo.

Quando termina algo começa outro algo, assim, desse jeito sem que seja possível respirar. Quando você olha para trás já está acontecendo. O Fim já chegou já passou, e já começou o Começo. Confuso? Não. Prático como deve ser.

Saudade é um pedaço de mim.

Sinto saudades baixinho.


E só...